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Mapeamento das Áreas de Risco Geológico de Belém é Retomado pela Área do Promaben

O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e a Prefeitura de Belém, por meio da Comissão de Defesa Civil, retomaram, nesta terça-feira, 10/08, o mapeamento das áreas de risco geológico na área urbana de Belém. A nova etapa do mapeamento iniciará pelos bairros de São Brás, Cremação, Condor, Guamá, Jurunas e Cidade Velha localizados na área de abrangência do Programa de Saneamento da Bacia da Estrada Nova – Promaben, que está dando apoio para a ação.

A primeira etapa do mapeamento das áreas de risco geológico de Belém foi realizada em 2016, abrangendo as ilhas de Outeiro, Mosqueiro, Cotijuba e do Combu, Icoaraci e parte da região urbana de Belém.

A ação começou pelos bairros da Cidade Velha e do Jurunas e está prevista para durar uma semana na área do Promaben. Os geólogos do CPRM, acompanhados pelas equipes da Defesa Civil, do Promaben e da Guarda Municipal de Belém estão percorrendo vias sujeitas a alagamentos e entrevistando moradores para, baseados em levantamentos anteriores, fazerem demarcações georreferenciadas das áreas, com o auxílio de GPS, e verificação do grau de risco que oferecem. Posteriormente esses dados serão analisados e elaborados relatórios. No caso de Belém o risco maior são as enchentes e inundações.

O coordenador Geral do Promaben, Rodrigo Rodrigues, informou que na primeira etapa foi mapeada, na área do Promaben, somente um pequeno trecho da Ilha Bela, no bairro da Cremação, na Sub-bacia 2. “A ideia agora é expandir essa área de mapeamento e conseguir analisar todas as áreas do Promaben como piloto para a entrada nas demais áreas da cidade”, afirmou.

O Promaben quer que sejam validadas as áreas que já foram mapeadas e analisadas e que sejam mapeadas as demais áreas do Programa. “Isso contribui com a gestão do território e as obras do Promaben vão estar associadas à redução do risco”, explica Rodrigo Rodrigues

Homero Melo, geólogo, gerente de Hidrologia e Gestão Territorial do CPRM, informou que esse estudo já foi feito em 75 dos 144 municípios paraenses, cobrindo mais de 50% dos municípios do Estado. “A gente está fazendo o mapeamento das áreas de risco geológico justamente para fornecer subsídios para a administração municipal para ela buscar recursos para obras estruturantes e de remoção de famílias que estejam assentadas sobre áreas de risco”, afirmou

Para a Defesa Civil, pontuar as áreas de alagamento de Belém é uma medida preventiva e oferece apoio para a Prefeitura elaborar projetos para diminuir os impactos que os alagamentos provocam na cidade. “É uma forma também de auxiliar o Promaben com relatórios desses impactos geológicos”, afirmou o coordenador de Operações da Defesa Civil, Claudionor Correa.

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